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16/07/2010

Os poetas e os não.

Sob o céu de mármore
Misterioso, chaga e sonho dos homens
Céu esse que já viu toda a casca
Mas nunca penetrou em homem algum
Vive poetas e não poetas

Os não poetas
Ah! Esses são a calmaria do mundo
Mesmo que alguns violentos disturbem um pouco a ordem
Tudo está sob controle
Do asfalto sem arte
Sem grito

Dentre eles, só para citar uns e outros
Há os matematicos que vivem em bolhas seguras
Cuja morte é o renascimento indubitável
E os cientistas
Cuja vida e morte são tesouros fáceis
Objetos de suas pesquisas apaixonadas

Já os poetas, meu Deus!
Os poetas são eternos e fulgazes
Ateus e apocalípticos
Alegria constrangedora e tristeza genuína
Hediondos ao bater na sua cara em mudez sensata
E chorar verdade
Cacas de pombos e orgasmos estrelares
Mamadeiras de anjos caídos
Os poetas são o ontem que nunca houve
Marginais, assaltantes, assassinos
Da linha posta

Os poetas são amigos do Diabo
Que caminham no inferno
E piscam na terra
Mas não caminham entre os pecadores, isso não existe
Os poetas caminham entre os erros
E a vida.


Gian Luca

2 comentários:

Diário de Bordo disse...

Em primeiro lugar quero agradecer a visita. Valeu! :D
Em segundo lugar, parabéns pelo blog. De muito bom gosto. Terei prazer em segui-lo.
Abraços.

WilL Duarte disse...

Tipo, não entendo muito sobre poesia, mas amei essa !
*.*
Achei ela bem forte,
"Os poetas são eternos e fulgazes Ateus e apocalípticos"
muito legal, parabéns.