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17/07/2010

Eu não sou miserável

A aptidão para a felicidade não é igual em todos os homens. Ela é mais forte nos medíocres, do que nos homens superiores ou imbecis.

Ibsen.




Os miseráveis
São o mundo, sem aquiescência de livros
O povo de verdade é o livros e muito
Infinamente mais
Os livros são rasga de luz que nem se viu
Produtos de querer ser que nunca foi

Ontem eu vi indigentes entrando num prédio abandonado
Por um buraco perfeito
Consegui ver, lá dentro, pés e água em harmonia com a escuridão
E a nesga de luz atrás - natureza que nunca conheceu a Eva humana
Luz do espaço
Ratos humanos numa pintura
Que transcede em virtude qualquer quadro

Para as ceras no ônibus foi apenas um risco na retina
Que nem chegou na mente
Para mim foi um risco nos neurônios
Mentira convincente e chorosa
Grande coisa eu e meus dedos de Michelângelo no rosto de boneca Barbie

Os ratos são animais-mundo
Eu sou um caranguejo deficiente
Lambança desnecessária
Que nem arqueja mais para catar os pedaços
De febre, de sono e de fisgada
E de saúde em período centenário de contos de fada
Sei um pouco de nada
E morte certa
O que é ser isso?
Não posso fingir ser gente
Pena.

Quando eu morrer
Sugarei um tico sem danificar
Aos olhares de confusão
Só para ter um conforto de político
As veias dos miseráveis?


Gian Luca

2 comentários:

Alan Raspante disse...

incompreensível!
perfeito!

Sandro Poemas disse...

Gostei do texto :D
Seguindo

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