
Talvez o filme mais aclamado de Frederico Fellini, A Doce Vida retrata as noites intermináveis e vazias da burguesia italiana aos olhos do jornalista Marcello (Mastroianni). No melhor estilo do diretor em fazer cinema, Fellini pouco se importa em fazer uma linha objetiva e clara de suas intenções. Magistralmente, o cineasta joga na tela o que se vê, o que é real, o que se sente, tudo permeado pelo onírico intríseco. Sua preocupação em retratar o real era tão grande que Fellini deixava os atores à vontade para fazer o que bem entendessem, alegando que um maior controle tiraria a veracidade do conteúdo. Essa técnica é claro, deixava alguns artistas loucos da vida.


- Sua casa é um refúgio, sabia? Seus filhos, mulher, livros, amigos extraordinários. Eu perco meus dias. Não realizarei nada. Antes, tinha ambições mas acho que estou perdendo, esquecendo tudo.
- Não creia na salvação fechando-se em casa como eu. A vida miserável é melhor que, creia, uma existência protegida por uma sociedade organizada com tudo previsto, tudo perfeito.
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Se ele (Fellini) te escolhia como ator convidado, ele não queria ter de explicar em palavras o que queria. Ele queria que você, de algum modo, entendesse por si próprio, pois explicar em palavras seria dimensionar, detalhar. Iria estregar tudo e acabar com sua imaginação maravilhosa.
Donald Sutherland, ator.

4 comentários:
Federico Fellini, um mestre.
Estou vendo esse filme agora. :O
Esse filme é uma obra-prima.
Ainda não vi esse filme, uma vergonha.
Eu queria comprar a edição especial, mas meu orçamento me impediu =(
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